domingo, 21 de agosto de 2016

AUTONOMIA EMOCIONAL: O SEGREDO DOS CASAIS BEM-SUCEDIDOS

Quando seu(sua) parceiro(a) faz algo de que você realmente não gosta, como você reage?
Fica muito bravo? Você chora? Fica triste? Fecha-se, fica emburrado? Você quer dar o troco, não admite, parte para uma briga? Vai provar por a+b que ele/ela é quem está errado(a)? Fala e fala sobre o assunto à exaustão para o outro(a) ouvir? Ou vai mesmo é ignorar a pessoa, esnobar, usar de todo desprezo e arrogância?
É verdade, coisas chatas e desagradáveis podem acontecer ao nosso redor, mas quanto de poder estamos “dando” ao outro por aquilo que sentimos?
Veja, via de regra, associamos muito dos nossos sentimentos a um fator externo: “fulano fez isso e me deixou assim”; “meu carro quebrou e estou furioso!”... Não estou dizendo que você não deve ter estes sentimentos, afinal, eles são legítimos e fazem parte de nossa humanidade, mas quando essas emoções tomam conta de seu dia inteiro, da semana, dos meses, anos e de seu modo de conduzir sua vida... Você está dando um poder enorme para quem está do lado de fora de você mesmo.
Você está autorizando às pessoas e situações a lhe magoarem de um modo que não está mais na sua mão guiar suas emoções, suas atitudes, decisões, sua vida. Ou seja, no extremo, ser feliz ou infeliz fica dependendo do comportamento das pessoas em relação a você e das situações externas. E isso não é verdade.
Falar de autonomia me remete ao primeiro caminho humano de aprendizado neste sentido: como pode uma criança ser independente dos braços maternos se não souber andar, correr, usar os talheres ou o banheiro?
No mundo adulto, a Autonomia Emocional significa: você dono e responsável pelos seus próprios sentimentos. Como chegar nesse caminho? O primeiro passo é com Autoconhecimento. Você precisa saber, reconhecer, identificar e aceitar o que está dando de poder ao outro pelo que você sente para, então, trazer mais clareza sobre si mesmo.
Isso não tem nada a ver com adotar comportamentos egoístas ou egocêntricos. Trata-se basicamente de ser responsável por si mesmo e, consequentemente, deixar de delegar ao outro a responsabilidade por aquilo que vive ou senti.
Depois disso há passos que lhe ajudam a mudar o que está instalado nos seus comportamentos, que é um caminho de treino e amor-próprio.
Não temos e jamais teremos controle do que o outro pensa, faz, sente, diz. É quase impossível impedir que uma pessoa nos diga algo negativo, por exemplo. Mas, sim, nós temos controle e sempre teremos no que diz respeito à forma como vamos lidar com o que foi dito.
Ficaremos profundamente aborrecidos, chateados? Encerraremos a relação porque não gostamos do que ouvimos? Devolveremos com outra crítica ‘pesada’? Refletiremos sobre o assunto para que possamos melhorar com base naquela crítica? É tudo uma escolha.
E exercitar o direito e a responsabilidade por essa escolha é o que nos garante a Autonomia Emocional. Quando assumimos a responsabilidade por tudo o que somos, conquistamos a chance de escolher quem e como queremos ser a partir de agora.
Felicidade independe de fatos e pessoas. Quando você conquista sua Autonomia Emocional você conquista a paz interior que tanto almeja.
Heloísa Capelas