É preciso preparar-se para o namoro
Vivemos em uma sociedade que cada vez mais despreza todas as
formas de compromisso e de seriedade relacional. Diante disso, experiências de
supostas aventuras momentâneas acabam, na maioria das vezes, prevalecendo diante
do desejo de se viver um comprometimento sério no namoro.
De fato, em meio às frágeis concepções relacionais
existentes em nosso tempo, torna-se cada vez mais difícil encontrar “a pessoa
certa” para se viver um sadio relacionamento afetivo. Além do que, neste
processo de encontrar a pessoa certa muita paciência e sabedoria são
necessárias.
Aqui se aplica concretamente a antiga máxima: “Antes só do
que mal acompanhado”, pois, em tais circunstâncias uma escolha errada pode
acarretar terríveis e desagradáveis consequências: afetivas, emocionais e
existenciais.
Para se encontrar a pessoa certa é preciso antes ser a
pessoa certa, ou seja, é necessário estar preparado para tal encontro, para,
assim, poder oferecer o melhor de si ao outro.
O namoro é uma realidade para a qual é preciso preparar-se,
e preparar-se bem: através oração e vivência dos sacramentos, buscando a
própria cura interior, procurando moldar as fragilidades do temperamento, entre
outros. Enfim, para ser a pessoa certa para o outro se faz necessário estar bem
consigo, com os próximos e, principalmente, com Deus.
E só está realmente bem aquele que não centrou seu coração
em si mesmo, mas n’Aquele que lhe é infinitamente superior, dando a Este a
total prioridade em tudo o que se é e se faz. O encontro com um “outro” não
pode ser a única e cega meta da vida, mas ao contrário, deve ser a simples
consequência do encontro com o “Outro”, que confere o verdadeiro lugar para
todo e qualquer afeto humano.
Quem ainda não colocou o Sagrado no centro de sua existência
não está pronto para viver um relacionamento sadio, pois correrá o sério risco
de divinizar o outro, dando a este um lugar devido somente a Deus e,
consequentemente, exigindo dele o que somente o Senhor pode lhe oferecer,
tornando, dessa forma, a relação pesada e sufocante.
Existem lacunas em nós que somente o amor de nosso Autor
poderá preencher, e apenas a partir de um profundo encontro com Ele nossos
relacionamentos poderão tornar-se maduros e realmente bem sucedidos.
O amor só pode ser vivenciado com vida e equilíbrio, onde o
“Amor” verdadeiramente saciou as fragilidades e vazios do coração.
Vivendo a partir de tais princípios e cuidando sempre e bem
do coração, nós nos tornaremos capazes de inaugurar as devidas vias que
precederão a tão desejada interação, a ser realizada pelo namoro, e poderemos
assim saborear seu posterior êxito e plenitude.
Deus o (a) abençoe!
Padre Adriano Zandoná
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