domingo, 16 de dezembro de 2012

E se...?


Há alguns dias eu estava lendo um artigo na revista Veja (que traz o Joaquim Barbosa na capa: se você não sabe quem ele é, um artigo intitulado "EROTISMO FEMININO, MAIS UMA RECEITA?" que reflete como o erotismo feminino anda "cansativo, exagerado, às vezes beirando o ridículo". Bom, em grande parte eu concordo com o artigo, porém não apenas sobre o Erotismo feminino, mas sobre tudo o que refere às mulheres, principalmente à nova geração.

Querendo ou não vivemos de esteriótipos: a bonitinha, o nerd, a criança chata, a senhora moderna...Apesar de hoje em dia presenciarmos uma liberdade sem precedentes, parece que quanto mais as pessoas se libertam, mas os tipos "clássicos" são marginalizados. Parece que o que está na moda é "ser diferente" é "ser liberal".

Mas aí eu pergunto:

E se...

E se aquela garota realmente não gostar de ficar bêbada e falar besteira com os amigos?

E se a sua colega de trabalho não gosta de "ficar" e só quer namorar?

E se a sua prima não gosta de ir para a balada e prefere ficar em casa jogando banco imobiliário com os pais?

E se a sua vizinha não conhece as posições do Kama sutra e somente é adepta do bom e velho "papai e mamãe"?

E se sua amiga já tem 18 anos e ainda é virgem?

E se uma mulher não quiser morar junto sem casar?

E se ela nunca quis beijar uma outra mulher só para "saber como é a experiência"?

E se aquela garota não gosta de falar palavrão?

E se o sonho da sua irmã é ser uma boa mãe e dona de casa?

Hoje em dia estar na moda é "fazer tudo aquilo que você quiser", desde que isso configure algum tipo de rompimento com a repressão do passado. E se tudo o que uma garota quer fazer é NADA? De repente ela só quer viver uma vida comum, e não quer saber de aventuras sexuais e festas loucas.

Em um post polêmico que eu escrevi recentemente um leitor me chamou a atenção ao fato de que as mulheres parecem mais desbocadas não lembrando em nada às princesas clássicas, eu não acho que deve ser uma obrigação ser uma princesa, mas.. E se elas quiserem ser princesas? E se elas quiserem ser puritanas e conservadoras?

Me dou conta de algo importante:

O brega não é ser recatada, conservadora e reservada.

O brega não é ser desbocada, boca-suja e liberada.

O brega é ser o esteriótipo que os outros esperam que você seja.

O brega é fazer as coisas por imposição dos outros.

O brega é cobrar os esteriótipos e impor às ações.

O brega é taxar as pessoas de santinha e piriguete, de careta e sem-vergonha.

O chique é ser e permitir que as pessoas também sejam o que realmente quiserem ser. Permitir que as pessoas sigam com suas vidas independente das escolhas que fazem, na verdade essas escolhas unicamente dizem respeito à própria pessoa.

Então se você não gosta de balada e bebida alcoólica, se é virgem e não fala palavrão, se acredita em casamento e em sexo com amor não se envergonhe porque parece que você está deslocada e fora de moda, os verdadeiros inseguros são aqueles que te fazem sentir assim, porque você faz a diferença, não por querer chocar, mas sim por querer ser...

Simplesmente você: de jeans, camiseta, rabo de cavalo e um livro debaixo do braço.
Mas com muito orgulho: VOCÊ

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