Ela assegura
o domínio da vontade sobre os instintos
Ter domínio
sobre os impulsos não é nada fácil. Inúmeras vezes fazemos afirmações que nem
sempre somos capazes de cumprir. É um doce que comemos quando estamos fazendo
dieta, é um palavrão que falamos, é um julgamento errado que fazemos, enfim,
são inúmeros os desvios de conduta que, infelizmente, todos os dias cometemos.
Quando menos esperamos estamos desacreditados de nós mesmos, de nossos bons
propósitos.
Como é
decepcionante cair nos mesmos erros, confessar quase sempre os mesmos pecados,
viver como se estivéssemos em uma montanha-russa, ora em cima na busca pela
santidade, ora embaixo, humilhados pelos pecados!
Porém, para
vencer estes maus hábitos, é necessário uma virtude chamada
"temperança", em outras palavras também conhecida como
"sobriedade" ou "austeridade", que é a virtude moral que
modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados.
Ela assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro
dos limites da honestidade, ou seja, é o controle sobre nossos impulsos,
apetites e desejos, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, número
1809.
A temperança é, portanto, uma virtude
indispensável para a maturidade do homem, pois é por intermédio dela que nos
tornamos pessoas inteiras, ou seja, capazes de retamente buscarmos a santidade.
Ainda nos ensina o Catecismo da Igreja
Católica que, para chegarmos à plenitude das virtudes, sobretudo à sobriedade,
à temperança, é necessário assumirmos o dom da salvação, trazida por Cristo,
suplicando a graça necessária para perseverarmos na conquista das virtudes e
sempre recorrendo aos sacramentos. Dessa forma, cooperaremos com o Espírito
Santo no intuito de fazer o bem e evitar o mal.
Para vencer nossos impulsos, apetites e
desejos, é necessário o esforço humano amparado pela graça de Deus. Com
maturidade, reconhecer nossa condição humana e, a partir daí, darmos passos
rumo a uma decisão sincera a favor da sobriedade, evitando todos os excessos.
Dessa forma, não seremos mais escravos, mas sim homens livres e inteiros,
capazes de viver plenamente nossa condição de filhos amados de Deus, criados à
imagem e semelhança d'Ele.
Ricardo
Gaiotti Silva
Advogado, missionário da Comunidade Canção
Nova
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