Perseverança não é a única forma de se vencer um desafio.
Nem sempre ser forte significa lutar bravamente até a vitória final. É preciso
saber escolher quais obstáculos realmente merecem ser enfrentados. E, às vezes,
desistir é uma saída sábia ou, pelo menos, sensata.
Quando digo isso,
lembro-me da imagem de Dom Quixote de La Mancha, personagem de Miguel de
Cervantes, investindo com sua lança contra moinhos de vento.
Nem sempre teremos a
resposta de pronto. Porém, em dúvida, basta nos basear na certeza de que
devemos ir até onde o resultado só dependa de nós. Quando chegarmos a um ponto
em que outras pessoas estejam envolvidas e a resposta dependa mais delas que de
nós, significa que a partir dali já não podemos fazer mais nada.
No filme “Amor além
da vida”, um dos personagens diz que, “às vezes, quando a gente perde, a gente
ganha”. Mesmo que pareça termos perdido
em determinadas situações, a vida, a seu tempo, nos mostrará o que ganhamos com
aquela experiência. Nenhuma moeda tem só um lado, o que significa que nenhuma
circunstância nos possibilita somente a perda.
Perder sempre
representa, no mínimo, um aprendizado para quem quiser aprender com a correção
do erro. E, muitas vezes, é uma chance de darmos um passo atrás para tomarmos
impulso e saltarmos adiante.
A vida nos
proporciona muitos aprendizados. No entanto, algumas pessoas parecem nunca
estar dispostas a aprender coisa nenhuma. Pare de investir tempo e energia em
quem não quer aprender e só se limita a reclamar. Devemos investir nossos esforços
naqueles que estão receptivos ao aprendizado.
Desista também de
tentar convencer as pessoas a pensar do seu jeito. Aprenda a amar a diferença
que existe entre você e o outro. Se você só ama o que o outro tem de igual a
você é porque está amando seu próprio reflexo. Amar o outro significa aceitar
aquilo que ele tem de diferente de nós.
Há quem passe a vida
tentando mudar aqueles com quem convive. Escolha entre ficar com eles ou não.
Mas querer que eles mudem, e exigir isso o tempo todo, é uma batalha com poucas
perspectivas de vitória, uma luta desgastante que nem sempre mostra bons
resultados.
Comece a ouvir as
opiniões das pessoas sem ter reações imediatas. Primeiro ouça, tentando extrair
o que existe de bom nelas, percebendo a boa intenção por trás das suas ideias,
dos seus conceitos, da sua maneira de ver a vida.
Desista de querer
encontrar o parceiro perfeito. A condição humana prima pela imperfeição. Seu
parceiro é imperfeito porque é de verdade. Caso contrário, seria um conto de
fadas. Uma história infantil que termina antes que os conflitos comecem. A magia do “e viveram felizes para sempre” só
existe na literatura.
Abra mão das coisas
que não são importantes. Você já parou para pensar nos motivos que roubavam seu
sono cinco anos atrás? Perceba que alguns desses problemas acabaram por se
resolver sozinhos.
Outros nem tiveram solução, e você tem dificuldade até de se
lembrar deles.
Tente se imaginar
daqui a cinco anos. Pense no que será realmente importante nesse futuro e
desista hoje de tudo aquilo que de fato não vale a pena.
Dalcides Biscalquin
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