domingo, 3 de março de 2013

A vida nos proporciona muitos aprendizados

Perseverança não é a única forma de se vencer um desafio. Nem sempre ser forte significa lutar bravamente até a vitória final. É preciso saber escolher quais obstáculos realmente merecem ser enfrentados. E, às vezes, desistir é uma saída sábia ou, pelo menos, sensata.
 Quando digo isso, lembro-me da imagem de Dom Quixote de La Mancha, personagem de Miguel de Cervantes, investindo com sua lança contra moinhos de vento.
 Nem sempre teremos a resposta de pronto. Porém, em dúvida, basta nos basear na certeza de que devemos ir até onde o resultado só dependa de nós. Quando chegarmos a um ponto em que outras pessoas estejam envolvidas e a resposta dependa mais delas que de nós, significa que a partir dali já não podemos fazer mais nada.
 No filme “Amor além da vida”, um dos personagens diz que, “às vezes, quando a gente perde, a gente ganha”. Mesmo  que pareça termos perdido em determinadas situações, a vida, a seu tempo, nos mostrará o que ganhamos com aquela experiência. Nenhuma moeda tem só um lado, o que significa que nenhuma circunstância nos possibilita somente a perda.
 Perder sempre representa, no mínimo, um aprendizado para quem quiser aprender com a correção do erro. E, muitas vezes, é uma chance de darmos um passo atrás para tomarmos impulso e saltarmos adiante.
 A vida nos proporciona muitos aprendizados. No entanto, algumas pessoas parecem nunca estar dispostas a aprender coisa nenhuma. Pare de investir tempo e energia em quem não quer aprender e só se limita a reclamar. Devemos investir nossos esforços naqueles que estão receptivos ao aprendizado.
 Desista também de tentar convencer as pessoas a pensar do seu jeito. Aprenda a amar a diferença que existe entre você e o outro. Se você só ama o que o outro tem de igual a você é porque está amando seu próprio reflexo. Amar o outro significa aceitar aquilo que ele tem de diferente de nós.
 Há quem passe a vida tentando mudar aqueles com quem convive. Escolha entre ficar com eles ou não. Mas querer que eles mudem, e exigir isso o tempo todo, é uma batalha com poucas perspectivas de vitória, uma luta desgastante que nem sempre mostra bons resultados.
 Comece a ouvir as opiniões das pessoas sem ter reações imediatas. Primeiro ouça, tentando extrair o que existe de bom nelas, percebendo a boa intenção por trás das suas ideias, dos seus conceitos, da sua maneira de ver a vida.
 Desista de querer encontrar o parceiro perfeito. A condição humana prima pela imperfeição. Seu parceiro é imperfeito porque é de verdade. Caso contrário, seria um conto de fadas. Uma história infantil que termina antes que os conflitos comecem.  A magia do “e viveram felizes para sempre” só existe na literatura.
 
Abra mão das coisas que não são importantes. Você já parou para pensar nos motivos que roubavam seu sono cinco anos atrás? Perceba que alguns desses problemas acabaram por se resolver sozinhos.
Outros nem tiveram solução, e você tem dificuldade até de se lembrar deles.
Tente se imaginar daqui a cinco anos. Pense no que será realmente importante nesse futuro e desista hoje de tudo aquilo que de fato não vale a pena.
 Dalcides Biscalquin

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