Uma criança recém
nascida quando está com fome busca a sua mãe para alimentar-se. Como ela faz
isso? Ela chora.
Um piloto de Fórmula
1 em meio a uma corrida busca fazer o máximo de ultrapassagens e manter-se na
liderança, pois almeja a vitória.
Um ser humano, busca
da vida tantas coisas que nem sempre tem razão se quer mesmo tanto algo, como
canta Heloísa Rosa na música “vaidade”. Sem razão clara, indecisa, decidida ou
obscura à nossa mente, lutamos pra que tudo aconteça de nosso jeito. Quando queremos
algo lutamos com todas as nossas forças. Nada pode sair de nosso plano, que
muitas vezes está tão bem estruturado que lhe atribuímos o adjetivo perfeição,
por meio da seguinte fala: “ISTO SERÁ PERFEITO, QUANDO
ACONTECER/CHEGAR/CONSEGUIR!” E nessa verdade, que cada um de nós nos agarramos
de forma veemente como alguém que está prestes a se afogar e encontra uma bóia
e acredita que naquele objeto está toda as suas chances de vida/futuro/sucesso
sendo que muitas vezes logo perto está um barco.
Um exemplo claro
disso é o vestibular. Sonhamos com o curso, imaginamos o que deve ser estudado
durante a graduação, como deve ser a nossa futura profissão e nos dedicamos
para o processo seletivo. Pra isso começamos a abrir mão de momentos de lazer e
diversão com pessoas queridas, pois há um alvo especifico. Depois de meses de
muito estudo, fazemos o processo seletivo e aguardamos o resultado, sabendo que
ele poderá ser de fracasso ou vitória.
Enquanto o resultado
não sai, nosso coração se enche de tanta ansiedade que a todo tempo buscamos
saber informações sobre o processo seletivo, pois pensamos que nossa felicidade
ou maior alegria estará naquela realização.
APROVADO. A alegria
inunda seu coração a ponto dele quase sair pela boca e, logo você compartilha
com todos os amigos e colegas sobre tal vitória. O curso começa e você percebe
que o curso é muito bom, mas ainda lhe falta algo e que ele não é TUDO o que
lhe faria feliz. REPROVADO. A tristeza
inunda seu coração a ponto de você mandar o primeiro que aparecer na sua frente
ir embora. Chora pra morrer. E Se questiona: Por que Deus isso?
Não pretendo
aprofundar sobre os pequenos detalhes na aprovação ou na reprovação de um
concurso tanto na sua vertente psicobiológica, pretendo que vocês reflita que
“em ambas as possibilidades, no decorrer dos anos sempre nos faltará sempre
algo, pra percebemos que este foco não é, e jamais será, tudo em nossa vida!”
Esta analogia com o concurso serve pra qualquer outro foco que você tenha
atualmente em sua vida, o qual você diz: se eu tivesse/conseguisse isso “x” eu
seria a pessoa mais feliz/realizada do mundo.
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